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  • Giorgia Parise

Dicas de brincadeiras para incentivar a alimentação saudável da criançada


A negação que as crianças têm na hora de se alimentar, é uma verdadeira cena de terror para muitas mães. Uma coisa é certa, a família precisa ter o mesmo hábito alimentar que deseja que a criança tenha. Não adianta querer que os pequenos comam verduras, se os pais, vivem de fast food. Para vencer essa batalha é preciso ter coerência, criatividade e paciência, assim explica a nutricionista Cinthia Melo. 


De acordo com a profissional, o hábito alimentar é construído. E a criança, que passa por fases, pode sim, recusar algum alimento por não ter sido apresentado logo no início da introdução alimentar, ou por não ser um hábito dos pais, ou por ter passado por algum trauma na hora da refeição. Pensando nisso, a nutricionista deixa algumas dicas:

1- Quanto mais cedo oferecer os alimentos saudáveis, diversificando sabores, para que o bebê tenha a experiência do amargo, doce, azedo, melhor;

2- A família precisa ser o exemplo, e manter o hábito alimentar que deseja para os filhos. Proibir a criança de beber refrigerante e ao mesmo tempo tomar um copo de Coca Cola, na frente dela, é insensato;

3- É preciso ter paciência, não forçar. Até o primeiro ano de vida, o leite é o principal alimento, então o responsável tem que ter sabedoria para oferecer os novos alimentos;

4- Use a criatividade, crie um ambiente acolhedor e prazeroso para a alimentação, monte pratos divertidos, forme desenhos, é preciso envolver a criança naquele momento, trabalhando o lúdico;

5- Brincar é fundamental: se o responsável come junto, brinca de dar comida um para o outro, canta uma musiquinha, a criança se envolve, é cativada e a chance de receber bem o alimento é maior;

6- Escolha brincadeiras do mundo real, pois, assim, a criança amplia muito mais a visão de mundo e de si mesma e tem a chance de desenvolver a consciência corporal, temporal e espacial, fundamentais no processo de aprendizagem. Brincadeiras tradicionais, tais como jogos simbólicos, jogos cantados, jogos de percurso e a confecção de brinquedos, também são ótimas ferramenta para o aumento do vocabulário e ajudam a criança a compreender o pensamento do outro.

Brincadeiras que estimulam a bom hábito alimentar


“Acho que os jogos eletrônicos não devem ser encarados como vilões. O risco aparece quando a diversão com telas passa a monopolizar a rotina da criança e as brincadeiras tradicionais vão ficando esquecidas. Quando não se oferece outras opções às crianças, os jogos eletrônicos, com todo seu encanto e fascinação, acabam se tornando a única distração, temos pais muito ocupados, principalmente, com o home office que pegou todo mundo se surpresa na pandemia”, pontua Cinthia.


A nutricionista elencou algumas brincadeiras essenciais para que a hora da refeição seja mais feliz e descontraída:

1- Contar histórias e usar os personagens favoritos do filho;

2- Criar lanches e piqueniques especiais, convidando os bonecos e bonecas para participar do momento;

3- Fazer receitas juntos, como um bolo preferido, e deixar a criança colocar a mão na massa;

4- Fazer uma caixa surpresa dos alimentos, e deixar que o suspense e curiosidade aguce a vontade de provar e saborear os pratos;

5- Optar por brinquedos que imitem locais de refeições da vida real, como por exemplo: cozinhas, lanchonetes, feirinhas, mercados, balcão de atendimento.



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